O Reino Espiritual Na Bíblia

O REINO ESPIRITUAL, relacionado ao reino universal de Deus, é composto pelos eleitos de todas as eras que experimentaram novo nascimento pelo poder do Espírito Santo. Não se pode entrar nesse reino senão por tal nascimento. Ele é mencionado em:

Mateus 6.33: Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

Mateus 19.16,23,24: E eis que, aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna? (...) Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus. (...) E, outra vez vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus.

João 3.3-5: Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.

Atos 8.12: Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus, e do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres.

Atos 14.22: Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus.

Atos 19.8: E, entrando na sinagoga, falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo-os acerca do reino de Deus.

Atos 20.25: E agora, na verdade, sei que todos vós, por quem passei pregando o reino de Deus, não vereis mais o meu rosto.

Atos 28.23: E, havendo-lhe eles assinalado um dia, muitos foram ter com ele à pousada, aos quais declarava com bom testemunho o reino de Deus, e procurava persuadi-los à fé em Jesus, tanto pela lei de Moisés como pelos profetas, desde a manhã até à tarde.

Romanos 14.17: Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.

1ª Coríntios 4.20: Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder.

1ª Coríntios 6.9,10: Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.

1ª Coríntios 15.50: E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.

Gálatas 5.21: Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.

Efésios 5.5: Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus.

Colossenses 4.11: E Jesus, chamado Justo; os quais são da circuncisão; são estes unicamente os meus cooperadores no reino de Deus; e para mim têm sido consolação.

1ª Tessalonicenses 2.12: Para que vos conduzísseis dignamente para com Deus, que vos chama para o seu reino e glória.

2ª Tessalonicenses 1.5: Prova clara do justo juízo de Deus, para que sejais havidos por dignos do reino de Deus, pelo qual também padeceis;




Referência bibliográfica: Manual de Escatologia – J. Dwight Pentecost, pág. 169

Julio Celestino
Vitória - Espírito Santo

A Triste Alegria de Pecar


            “Nada é errado se te faz feliz”. Algumas páginas na internet remetem a autoria dessa frase ao ilustre Bob Marley que no passado protagonizou uma carreira artística de grande sucesso. De fato, a alegria proveniente do pecado é prazerosa para a nossa carne; porém o seu resultado desastroso é tão certo quanto uma ressaca que desperta com você pela manhã dizendo: “é hora de trabalhar”.

Nas festas de réveillon do estado do Espírito Santo por exemplo, é comum jovens e adultos se reunirem com os amigos para festejar e se embriagar pelas ruas ou em festas privadas. Os momentos são alegres e prazerosos (eu sei), porque as obras da carne seguem a todo vapor nestes ambientes.

Prostituição, impureza e lascívia são as primeiras citações do apóstolo Paulo ao falar das obras da carne. Analisemos:

·         Prostituição: Ato ou efeito de prostituir-se; entregar a devassidão; desmoralizar; corromper. [1]

Prostituição é uma cultura que impera não só no estado do Espírito Santo como em todo Brasil, porque é comum jovens e adultos “ficarem”. Explicando a grosso modo é terem relações sexuais uns com os outros sem qualquer compromisso conjugal. Isso é incentivado nas músicas atuais de Funk, Axé, Pagode, Sertanejo e outros gêneros de sucesso que tocam nas rádios para crianças, jovens e adultos se entreterem. Hoje com a ajuda da tecnologia, existem vários aplicativos para smartphone que são verdadeiros “menus” de homens e mulheres que você escolhe, inicia uma conversa, marca um encontro, firma relações sexuais, e no dia seguinte retorna ao aplicativo para escolher outra aventura amorosa. O velho paradigma de uma pessoa sexualmente imoral está cada dia mais obsoleto, pois a liberdade sexual adotada pela mídia e consequentemente pela sociedade brasileira fez do sexo sem compromisso uma via de fácil acesso incentivada para todos.


·         Impureza: Qualidade do que é impuro; coisa impura; o que perturba a pureza de qualquer substância. Também inclui toda sorte de corrupção sexual. [2]

Você sabia que a máxima bíblica de que o ato sexual é para marido e mulher pode ser considerada uma piada se contada na mesa de um bar? Também afirmar que o sexo, além de reproduzir, é para o prazer exclusivo do homem com a mulher, pode não somente ser considerado uma piada, mas também um crime (homofobia).


Casas de Swing mostram a impureza conjugal escancarada de casais que trocam seus parceiros como se fossem figurinhas de um álbum.

Jovens e adultos chamados modernamente de Crossdresser, Drag Queen, Drag King, Pansexual, Transexual e similares preenchem meticulosamente a definição “alterar” da palavra impureza segundo a bíblia sagrada.

Na sociedade pós-modernista, toda essa impureza é normal e tudo é relativo.


·         Lascívia: Conduta vergonhosa, como sensualidade, imoralidade sexual, libertinagem, luxúria (Mc 7.22; Gl 5.19) [3]

Assim como as obras da carne citadas acima, a lascívia marca presença em nossa sociedade. Basta sair às ruas para notar que o apelo à sensualidade é gritante. Milhões de mulheres (de todas as idades) usam shorts, saias e vestidos curtíssimos, blusas decotadas e toda sorte de sensualidade. As desculpas são conhecidas: “uso essa roupa porque me sinto bem” ou “uso essa roupa porque é mais confortável”, porém nós sabemos que na maioria dos casos estes não são nem de longe os reais motivos.


A sensualidade desenfreada também tem seu espaço nas redes sociais como Facebook e Instagram. Na busca de elogios, prestígio e status, muitas mulheres abusam da exibição de seus corpos para atingir o maior número de curtidas ou visualizações possíveis.  Talvez isto não fosse um problema grave, se grande parte dessas mulheres não fossem menores de idade. Pense nisto!


            Tudo isto gera prazer, porém o pecado não dói na hora; o relato do rei Davi no capítulo 11 do segundo livro de Samuel é um bom exemplo para essa afirmação.

Certo dia o rei Davi enviou o exército de Israel para guerrear contra uma nação inimiga e ficou em casa. Numa tarde, enquanto passeava no terraço de seu palácio, o rei avistou uma mulher tomando banho em outra casa, e esta era muito formosa. Davi procurou saber quem era a mulher que lhe despertara o desejo, e foi informado que era esposa de Urias teu servo. Mesmo sabendo que aquela mulher era esposa de seu servo, Davi atendeu seu desejo carnal e enviou mensageiros para convidar Bate-Seba a vir em seu palácio. O resumo da história é que Bate-Seba atendeu ao convite mesmo sendo casada, deitou-se com Davi e engravidou. É oportuno citar a frase do salmista “um abismo chama outro abismo”, porque Davi não só cometeu adultério como planejou a morte de Urias e ficou com sua esposa.

Imagino que enquanto Davi estava na cama com Bate-Seba, a alegria temporária estava presente de forma intensa, pois ambos estavam satisfazendo com sucesso os seus desejos carnais. Porém isso trouxe tristes consequências para a vida de Davi, por exemplo:


1.      VERGONHA – DEUS REVELA AO PROFETA NATAN O PECADO DE DAVI

Não há coisa pior para o pecador do que quando um pecado oculto é revelado. A vergonha da confrontação, do conhecimento público, é algo que ninguém gosta de sofrer em sua pele. Porém Deus não permite que pecados ocultos fiquem para sempre ocultos.

Foi também uma grande vergonha para Davi quando tomou conhecimento de que seu filho Absalão se deitava com suas mulheres publicamente. (2Sm 16.21-22)


2.      DESORDEM FAMILIAR – UM ABISMO CHAMA OUTRO ABISMO

A vida e a família de Davi foram marcadas pela tribulação por causa do pecado; a começar pela morte do filho de Davi com Bate-Seba (2Sm 12.15-23). Depois vieram os problemas com os filhos, como o incesto de Amnon com Tamar e a morte de Amnon pelas mãos de Absalão, para vingar o incesto com sua irmã Tamar. (2Sm 13.1-14, 23-29)

“Quando não vivemos uma vida digna do Deus a quem servimos, certamente a primeira a ser atingida é a nossa própria família. Pais rebeldes e desobedientes ao Senhor, criará também filhos rebeldes e desobedientes ao Senhor! Nossos filhos acabam sendo uma extensão de nós mesmos. Seremos para os nossos filhos exemplos ou para a prática do bem, ou para a prática do mal”. [4]



Uma pessoa que não é guiada pelo Espírito Santo é facilmente tragada por todas as obras da carne. O resultado final de toda essa alegria e prazer citados acima são: casamentos desfeitos, famílias destruídas, adultério, suicídio, depressão, gravidez indesejada, homicídios, doenças sexualmente transmissíveis e mais uma diversidade de desastres de longo prazo. Viver para servir as concupiscências de nosso coração pecaminoso só nos trará alegrias tristes. Clamo a Deus por um avivamento pessoal nos corações do estado do Espírito Santo, a começar pelo meu. Quisera eu ter o livre arbítrio que muitos defendem, assim eu escolheria jamais pecar, e encorajaria meus entes queridos a serem “espertos” como eu; porém toda hora e toda glória seja dada ao Senhor. Que sejamos lavados no sangue de Jesus para que Deus perdoe nossas iniquidades, e que não venhamos a nos lamentar no dia da ira, mas sim, buscar ao Senhor enquanto se pode achar e invoca-lo enquanto está perto, pois na sepultura não há esperança para os condenados.


Uma velha canção ilustra o atual problema:

“Eu comparo a vida do homem sem Deus,
Como uma folha seca caída no chão.
Que vai para onde o vento levar,
Tudo é tristeza, tudo é solidão
Seu viver é triste, tão cheio de dor,
Seus dias turbados, sem consolação
Assim é a vida do homem sem Deus,
É uma folha seca caída no chão”

Jair Pires


A folha seca é levada pelo vento para lá e para cá, não tem direção nem destino; mas o crente em Cristo Jesus tem um alvo; é para Ele que nós devemos caminhar, só assim encontraremos a plena, verdadeira e desejada felicidade.



Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.


Filipenses 3.14



Referências:

[1] Novo Dicionário Eletrônico Aurélio v5.0 para Windows.
[2] Dicionário e Estudos Bíblico org. Claudemir Pedroso da Silva, Editora PAE.
[3] Ibid.
[4] http://www.ibvir.com.br/sermoes/davi_consequencias_do_pecado_de.htm

Palavras também matam - Mateus 5.22

foto de Jcomp


JESUS E O ASSASSÍNIO
AQUELE QUE LHE DISSER: TOLO, SERÁ RÉU DO FOGO DO INFERNO

MATEUS 5.22

Dia 20/02/2017, estudávamos o livro dos Provérbios; e o tema central da apresentação era o provérbio 1.7 que reza a seguinte afirmação: “O temor do SENHOR é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução. Uma aparente contradição, quando lemos a afirmação de Jesus em Mateus 5.22 que diz: “...E aquele que lhe disser: Tolo, será réu do fogo do inferno”. Então eis a dúvida: se uma pessoa chamar alguém de tolo, insensato ou louco ela perderá a salvação?

Não é somente no evangelho de Mateus 5.22 que esta linguagem é usada, mas também em várias outras passagens do Novo Testamento, por exemplo:

(obs: foram usados apenas os exemplos da palavra grega usada em Mt 5.22 para “tolo”, a saber, “moros” ou “moré”.)

Mateus 7.26: E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia;

Mateus 23.17: Insensatos e cegos! Pois qual é maior: o ouro, ou o templo, que santifica o ouro?

Mateus 25.2: E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas.

1ª Coríntios 1.27: Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;

2ª Timóteo 2.23: E rejeita as questões loucas, e sem instrução, sabendo que produzem contendas.

Tito 3.9: Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas, e nos debates acerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs.


Assassínio - A mensagem de Mateus 5.21-22

Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo.

Nesta passagem Jesus está ensinando uma importante lição acerca do sexto mandamento (não matarás). Ele disse “ouviste” porque a maioria das pessoas que estavam presentes ali no que é chamado de Sermão do Monte não sabiam ler, e ainda que alguns soubessem, as escrituras não eram acessíveis para o povo comum. Portanto, o povo conhecia as Escrituras de ouvido, devido à leitura feita nas sinagogas nos dias de sábado e à exposição feita pelos escribas.

Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno.

“Raca” é uma palavra de desdém, que se origina no orgulho. “Zombador é o teu nome”, é como Salomão chama aqueles que tratam com indignação e soberba (Pv 21.24), que desdenham do irmão para equipara-lo ais cães que possuem.

“Louco” (aqui, moré do gr. μωρέ) é uma palavra de rancor, que nasce do ódio; considerando a pessoa não somente comum e indigna de ser honrada, mas como uma pessoa odiosa e indigna de ser amada; “Tu, homem iníquo, réprobo”.

Concordo com Metthew Henry quando ele afirma que Jesus lhes diz que o uso de uma linguagem ultrajante com nosso irmão é o assassinato pela língua (chama-lo de Raca, e chama-lo de louco). Quando isto é feito com moderação e com uma boa finalidade, para convencer os outros da sua vaidade e das suas tolices, não é pecaminoso. Assim, Tiago diz: “Ó homem vão” (Tg 2.20), e Paulo diz: “Insensato” (1Co 15.36), e o próprio Cristo diz: “Ó néscios e tardos de coração” (Lc 24.25). Mas quando isto nasce da maldade e da ira interior; é a fumaça daquele fogo que arde no inferno, e se enquadra na mesma característica.

Em suma, para Jesus a atitude de ira contra um irmão é crime sério; tão sério que merece o mesmo castigo imposto ao assassínio, pois as palavras amargas são como flechas que matam repentinamente (Sl 64.3). Aquele que se encolerizar com seu irmão está correndo o risco do juízo de Deus; aquele que o chama de Raca estará nas mãos do conselho, passível de ser punido pelo Sinédrio por insultar um israelita; mas aquele que disser: “Louco, pessoa profana, filho do inferno”, estará em perigo do fogo do inferno, para o qual ele condena o seu irmão. Portanto, em caso de ira contra o irmão, procure sempre uma reconciliação, pois o amor e a caridade é o ápice da vida do homem e da mulher que está em Cristo. Jesus finaliza dizendo:

Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta.

Mateus 5.23-24.





Julio Celestino
Vitória - Espírito Santo

Referências bibliográficas:

Bíblia João Ferreira de Almeida Fiel
Dicionário Strong
Comentário Bíblico Matthew Henry CPAD vol.1 págs. 52,53 – Matthew Henry
O Novo Testamento Interpretado vol.1 págs. 310,311 – Russel N. Champlim




23/02/2017

O que acontece depois da morte?


            Decidi pôr em pauta este diagrama devido a um problema decorrente ao crescimento de ouvintes pentecostais e reformados de Vitória/ES da rádio Novo Tempo (suspeito que seja por falta de opção) que é um órgão da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Todos os dias é ensinado neste meio de comunicação que nós somos uma alma, e que quando uma pessoa morre, ela simplesmente dorme, ficando num estado inconsciente igual ao estado anterior ao seu nascimento. Segundo esta doutrina, a pessoa que dorme só acordará quando Jesus voltar. Após isto os salvos viverão eternamente e os condenados irão sofrer por um determinado período de tempo (?) e, novamente, deixarão de existir, só que desta vez eternamente.

Concordo com R.C Sprol quando ele diz que o sono da alma representa um afastamento do cristianismo ortodoxo. Ele permanece, entretanto, como uma minoria firmemente entrincheirada no meio cristão. A visão tradicional é chamada de estado intermediário. Este ponto de vista crê que na morte a alma do crente vai imediatamente estar com Cristo e experimentará uma existência pessoal contínua e consciente enquanto aguarda a ressurreição final do corpo. [1]

Este estado intermediário é um ensinamento bíblico, ortodoxo e fiel. Com o respaldo dos mais antigos pais da igreja e dos reformadores do século XVI.


Castelo Fraco - O que você quer na Igreja?



“Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo. ”      
João 6.27


            Uma multidão. Segundo o texto paralelo de Mateus 14.21, cerca de 5 mil homens, exceto mulheres e crianças, seguiram Jesus Cristo quando ele saiu em um barco para um local deserto devido o assassinato do seu primo João Batista pelo rei Herodes. Ao ver aquela multidão, Jesus compadeceu-se, os curou e alimentou.
Naquele local deserto, estavam presentes:

1. Jesus Cristo
2. 12 Discípulos (apóstolos)
3. Uma multidão

Esta passagem chama a minha atenção para uma quantidade enorme de pessoas que saíram de suas cidades a pé, para ir ao encontro de Cristo. O motivo deste êxodo em massa das cidades é explicado por Jesus em João 6.26, onde Ele diz: “... vós me procurais, não porque viste sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes”.  Haviam, portanto, 2 grupos de pessoas presentes naquele momento da multiplicação dos pães e peixes:


1. A multidão de pessoas que estavam ali por causa das curas e posteriormente por           causa dos pães e peixes.
2. Os 12 discípulos que estavam presentes porque foram chamados por Cristo.

Este pequeno grupo de 12, representa a igreja; eles aceitaram o chamado de Cristo e o seguiram para serem pescadores de homens. Decidiram antes buscar o abençoador do que as bênçãos propriamente ditas. É triste ver que muitos homens e mulheres buscam longe de suas casas, diversas denominações que prometem cura, despacho, quebra de maldição hereditária, objetos ungidos, campanhas de milagres e etc. Deus se compadece destes (Mt 14.14), e realiza os prodígios. A alegria do desejo realizado faz a multidão cantarolar a vitória que tem sabor de mel; porém o evangelho não nos chamou para sermos estrelas, mas para sermos fiéis; nem me chamou para ser um destaque no palco, mas para o filho de Adão morrer.

            Ao ouvir a mensagem do evangelho pura e verdadeira da parte de Cristo, “muitos dos seus discípulos voltaram atrás, e não andaram mais com Ele” (Jo 6.66). Este é o grupo da multidão ambiciosa que buscam a benção, mas não querem o abençoador. Esta multidão que lotam as igrejas dos (falsos) Apóstolos Modernos e Teólogos da Prosperidade, se alimentam das heresias mais esdrúxulas, e aplaudem o evangelho antropocêntrico (aquele que o homem é o centro). Uma assembléia bíblica e Cristocêntrica (Cristo sendo o centro) não serve para este grupo, e seus partícipes acabam sendo apelidados de frios, fariseus e julgadores.

Ao passar pela peneira da palavra de Cristo, só aquele pequeno grupo permaneceu com Jesus, pois eles foram chamados para pertencer à noiva do cordeiro e herdar do Pai a vida eterna, e não para serem estrelas prósperas aqui na terra.
Perfeita, a igreja não é. Na verdade a igreja nunca foi perfeita, pois ela é composta de pecadores, e mesmo neste pequeno grupo que continuou com Cristo, um O traiu.

Nós queremos saúde, prosperidade, paz e conforto. Mas será que hoje somos capazes de dizer que “ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas, todavia, eu me alegrarei no SENHOR, exultarei no Deus da minha salvação”? (Hb 3.17,18).

De qual grupo você faz parte? Da grande multidão ou da pequena igreja?


Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
Jesus Cristo – Mateus 6.33


Julio Celestino

Romanos 2 - Falsos Moralistas e Judeus sob Julgamento



CAPÍTULO 2 – FALSOS MORALISTAS E JUDEUS SOB JULGAMENTO

         O principal objetivo de Paulo no capítulo 1 é mostrar que os gentios são dignos de condenação. No capítulo 2 ele se volta para os falsos moralistas e judeus, no intuito de provar que tanto os judeus quanto os gentios foram encerrados debaixo da desobediência.

Apontar erros dos outros não gera créditos com Deus se eu praticar aquilo que condeno. Isto é viver hipocritamente, e o julgamento de tais pessoas não são de acordo com a verdade. Ser exigente com os outros e complacente com nós mesmo não nos faz escapar do julgamento de Deus (1-3). Paulo segue afirmando que a graça de Deus nos é concedida para nos levar ao arrependimento. Quem deseja a graça, mas uma graça que não leva ao arrependimento, despreza a graça. (4)

Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus (2.5)

É preciso fazer escolhas segundo a vontade de Deus, perseverando em fazer o bem, mesmo que as circunstâncias façam parecer que ser honesto não é lucrativo pois, a vida não se encerra com a morte. Ou acumulamos e estocamos bons tesouros no céu, ou acumulamos a ira para o dia do julgamento. (5-7)

Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados. (2.12)

Segundo Romanos a salvação é pela fé (1.16), mas o julgamento é pelas obras (2.6). Cada um será julgado segundo a luz que lhe foi revelada. Os que pecaram sem lei perecerão sem lei, assim como os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados. (12)
No versículo 13 Paulo é enfático ao dizer que ser somente um ouvinte da lei não poderá ser justificado por ela, mas aquele que cumpre a lei serão justificados. Esta afirmação de Paulo é naturalmente hipotética, uma vez que nenhuma carne é justificada pela lei (3.20).



O TRIBUNAL DO ESPÍRITO SANTO NA CONSCIÊNCIA HUMANA – 2.14-16

         Deus não só revelou sua glória aos gentios através das coisas criadas, mas também instalou nas mentes humanas uma espécie de tribunal onde a nossa consciência nos acusa quando ferimos a lei de Deus ou nos defende proporcionando paz de espírito ao praticar a justiça. Por isso nós sentimos quando praticamos o mal, mesmo sem antes alguém ter dito que tal coisa era má. O versículo 16 me ensina o que costumeiramente me esqueço ao longo dos dias: Chegará o dia que Deus julgará os pensamentos secretos dos homens... Tudo que eu pensei, meus segredos mais ocultos serão revelados, ou seja, exibidos abertamente perante Deus e eu, e o padrão de justiça será o evangelho.



OS JUDEUS E A LEI: A VERDADEIRA CIRCUNCISÃO
OS CRISTÃOS E O EVANGELHO: O VERDADEIRO BATISMO
17-29


ACERCA DA CONDUTA

         Do versículo 17 a diante, Paulo argumenta diretamente contra a posição dos judeus. Os judeus cometiam um erro gravíssimo que era confiar na circuncisão e no fato de serem descendentes de Abraão para a salvação. Eles achavam que pelo fato de serem descendentes de Abraão e circuncidados eles já seriam automaticamente salvos. Além de ser um equívoco, esta conduta resultava em soberba e sentimento de superioridade com relação aos gentios.
Paulo afirma que os judeus eram instruídos na lei e conheciam a vontade de Deus (17,18). Eram completamente convencidos de que eles tinham a verdade e que eram luz do mundo, instrutores de ignorantes e crianças (19,20). O problema dos judeus não era ter conhecimento da verdade de Deus, muito menos ensinar as escrituras para os ignorantes e para as crianças. O grande problema dos judeus era o falso moralismo, ou seja, ensinar e pregar uma coisa que eles não viviam. Diziam que não se deve roubar, mas roubavam; diziam que não se deve adulterar, mas adulteravam; e outras coisas mais. Por esse motivo o nome de Deus era blasfemado entre as nações.
Infelizmente este problema continua; só que na igreja. Muitos que se dizem “cristãos” pregam uma forma de vida que não condiz com sua conduta. Dizem que não se deve roubar, mas não procura pagar as dívidas, dizem que são contra a idolatria, mas idolatram homens, diz que se deve viver em santidade mas nadam na correnteza do mundo.
Na TV e nos jornais impressos, estrelas “evangélicas” mostram seu show em nome de Deus, enganando, prostituindo o evangelho, ensinando heresias incalculáveis sem viver a verdade da palavra de Deus que é a nossa ÚNICA regra de fé e prática. Desta forma, assim como nos tempos do apóstolo, por vossa causa o nome de Deus é blasfemado entre as nações (24).

ACERCA DA CIRCUNCISÃO E BATISMO (25-29)

         A partir do verso 25, Paulo ensina que a circuncisão só é válida para quem pratica a lei de Deus. Esta passagem nos ensina o real objetivo do batismo cristão através de um retrato do passado dos judeus e o triste cenário dos irmãos que acreditam que pelo fato de serem batizado e frequentarem a igreja estarão automaticamente salvos.
É oportuno dizer que assim como havia circuncisão externa e circuncisão do coração, hoje para a igreja existe o batismo nas águas e o batismo com o Espírito Santo. O batismo nas águas é um sacramento exterior que representa a regeneração. Se uma pessoa foi batizada nas águas, mas ainda não foi batizada pelo Espírito Santo, o batismo nas águas só serviu para incluí-la na lista de membros da congregação que ela reúne; porém, só com o batismo nas águas não será apta para Deus incluir seu nome no livro da vida. Resumindo, o batismo representa a regeneração, mas não é a regeneração. A bandeira do Brasil representa o Brasil, mas ela não é o Brasil, e nem pode substituir o Brasil (25-27).

         O capítulo 2 finaliza com a afirmação do apóstolo: [...] judeu não é que o é exteriormente, nem é circuncisão quem o é apenas no exterior. Mas judeu é quem o é no interior, e circuncisão é a do coração, realizada pelo Espírito, não pela letra, cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.
Aplicando os dois últimos versículos à igreja, ficaria mais ou menos assim: [...] porque não é cristão quem o é exteriormente, nem é regenerado o que é batizado apenas no exterior. Mas cristão é quem o é no interior, e batismo eficaz é do Espírito Santo, cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.

Em suma, o batismo é um sacramento importante e indispensável, mas apenas o rito não pode garantir a salvação de ninguém, a menos que aceite Jesus Cristo como seu único e suficiente salvador, sendo batizado pelo Espírito Santo e perseverando até o fim com o fruto do Espírito Santo citado em Gálatas 5. Não cometamos o mesmo erro dos judeus. 






Leia também: Romanos 1 - O caminho que o mundo escolheu

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